De acordo com a delegada Gleide Ângelo, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e o perito Fernando Benevides, o acusado teria decepado a mão esquerda da estudante com a ajuda de um instrumento pesado, como um machado ou um facão. As informações foram repassadas em coletiva de imprensa, que aconteceu na tarde desta segunda-feira (6).
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Devido ao estado de decomposição do corpo de Maria Alice, o exame sexológico não comprovou a violência sexual contra a jovem. No entanto, a Polícia não descarta o estupro.
Para a delegada, “existem provas suficientes que apontam o ato sexual, como o fato dela estar sem as peças íntimas e vestida com as roupas do padrasto”.
Para Gleide Ângelo, “pegar no seio de uma mulher já é considerado um ato de estupro”.
O laudo do IML também não conseguiu provar que a jovem foi morta por asfixia, devido ao aspecto deteriorado do corpo.
Mas segundo a delegada, “a protuberância da língua da jovem é característica de asfixia”.
Após a conclusão do inquérito da Polícia, Gildo Xavier, que está preso no Centro de Observação Criminológica e Triagem (Cotel) desde o dia 23 de junho, será indiciado por sequestro, ocultação de cadáver, estupro qualificado – por ser padrasto da vítima – e homicídio triplamente qualificado, podendo ser condenado a mais de 50 anos de prisão.