Farmácia de Pernambuco amarga 42% de abastecimento de remédios

Uma audiência pública na sede da promotoria de Saúde do Recife, na tarde desta segunda-feira (06), indicou que a Secretaria Estadual de Saúde (SES) e a Procuradoria Geral do Estado (PGE) terão que apresentar um cronograma para a regularização do estoque de medicamentos da Farmácia de Pernambuco.

 Atualmente, a unidade amarga 42% de desabastecimento de remédios que vão desde insulina até drogas para transplantados.

Segundo a promotora Ivana Botelho, a situação da farmácia já foi alvo de um inquérito civil em 2012 e voltou a ser colocada na vitrine agora.

 A promotoria vem recebendo desde o início de 2015 várias queixas sobre a falta de medicação e o consequente problema de descontinuidade de tratamentos.

O novo encontro entre o Estado e o MPPE será dia 14 de julho.

Ivana Botelho informou que em outro momento será tratado junto a SES e PGE do plano de judicialização de remédios.

 A secretaria alega que boa parte dos problemas enfrentados para a compra de medicação advém do custo extra para a compra de drogas conseguidas por meio judicial mesmo fora das obrigações do SUS.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) esclarece que monitora, permanentemente, o estoque da Farmácia de Pernambuco para que não haja descontinuidade do tratamento dos pacientes.

O desabastecimento de alguns produtos é causado por diversos fatores, que vão desde o atraso na entrega por parte de distribuidores de medicamentos, que descumprem acordos com a SES, até a demora para a conclusão de licitações, devido ao esvaziamento de processos por parte das empresas.

Atualmente, são cerca de 39 mil pessoas atendidas pelo programa, um aumento de 260% em relação a 2007, e um portfólio de 235 tipos de medicamentos, em 354 apresentações diferentes.

Os usuários recebem seus medicamentos em 29 unidades instaladas em cidades da Região Metropolitana do Recife (RMR) e também do Interior.