Nos últimos oito anos, o BNDES financiou US$ 11,9 bilhões em obras tocadas no
exterior por empresas brasileiras.
Os dados foram tornados públicos na
segunda-feira (1º), pela internet, depois de crescer a pressão por mais
transparência nos contratos do banco.
Os números mostram que nas taxas e nas garantias, as operações internacionais
do BNDES têm condições melhores do que as praticadas hoje dentro do País.
A
notícia da divulgação dos dados havia sido antecipada pelo colunista José Paulo
Kupfer.
Com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o BNDES financia as
empreiteiras brasileiras.
As operações fazem parte do segmento “exportações de
serviços”, em que as empresas brasileiras que vencem licitações no exterior
levam junto o crédito barato para o país que contrata a obra.
As taxas começam em 2,8% ao ano e podem chegar a 8,6% - um único caso, pago
pela República Dominicana para a construção da Hidrelétrica de Piralito.
De um
modo geral, concentram-se entre 4% e 6%. No Brasil, atualmente, o financiamento
mais barato do BNDES para a área de infraestrutura é o do Programa de
Investimento em Logística (PIL), a 7% ao ano.
Os prazos de pagamento começam em 120 meses - 10 anos -, mas podem chegar a
25 anos.
E, de modo geral, as garantias são dadas pelo próprio Tesouro
brasileiro, por meio de um seguro de crédito do Fundo de Garantia às Exportações
(FGE).