“Este é um importante instrumento para o direcionamento dos investimentos públicos nas microrregiões que hoje se constituem em novas fronteiras de desenvolvimento produtivo”, declarou o ministro.
Segundo ele, existe atualmente uma polarização que aponta a necessidade das políticas industriais, de inovação e de comércio exterior terem uma dimensão regional.
“Algo que foi observado é que as microrregiões mais competitivas em termos de ensino superior e técnico eram também as mais competitivas no ensino fundamental.
Isso porque há uma forte correlação entre os níveis básicos de educação e seus estratos superiores.
Portanto, é preciso que haja um esforço dos três níveis de governo para superar esses obstáculos”, enfatizou.
No âmbito da política nacional de desenvolvimento regional, Armando Monteiro assinalou que é preciso repensar novos instrumentos que possam reduzir as assimetrias de competitividade apontadas no estudo, como adotar um modelo mais atrativo de concessões em infraestrutura para as regiões Norte e Nordeste.
O ministro afirmou que a dimensão regional terá que ser levada em conta no processo em curso de reorientar a política industrial – que deverá ter mais foco na produtividade, modernização do parque industrial e maior acesso da pequena e média empresa a mecanismos de fomento à inovação.
Monteiro ressaltou, ainda, que o ajuste não é o fim em si mesmo, e
que o MDIC está centrado em um trabalho de construir os canais da
retomada do crescimento:
“Um dos canais fundamentais é a exportação; o
Brasil precisa integrar uma rede de acordos internacionais, em especial
nas regiões de maior dinamismo.
Por isso, já temos uma agenda importante
para aumentar o comércio com os Estados Unidos.
A ampliação do acordo
com o México, celebrado recentemente, pode ser um caminho para
fortalecer laços com os países da Aliança do Pacífico – como Chile,
México e Peru”, finalizou.