Policiais Civis realizam na tarde desta quarta-feira (13) uma passeata em busca de melhores condições de trabalho aos profissionais
Foto: Maria Regina Jardim / JC
Os Policiais Civis de
Pernambuco decidiram paralisar os serviços na próxima terça-feira (19)
para cobrar melhores condições de trabalho.
A decisão foi tomada em
assembleia da categoria, realizada nesta quarta-feira (13) após reunião
no Palácio do Campo das Princesas.
A paralisação começa à meia-noite da
terça-feira (19) até à meia-noite da quarta-feira (20) e apenas as
delegacias de flagrantes estarão em funcionamento.
Os demais serviços
prestados pela Polícia Civil, como a emissão de documentos, registros de
Boletins de Ocorrência (BO) e até mesmo o Instituto de Medicina Legal
(IML) não funcionarão no dia da paralisação.
Até lá, os policiais civis mantêm a
operação padrão, quanto a realização de um serviço segue os
procedimentos operacionais padrão com rigor excessivo, intitulada
Operação Polícia Cidadã.
Nesta semana, a patrulha sindical do Sinpol vai
continuar visitando locais de trabalho conscientizando os servidores da
segurança a cumprirem o que determina a legislação e advertir aqueles
que cometerem a “usurpação de função”, ou seja, aqueles que realizam
serviços que não é competência de seu cargo.
Na noite desta quarta-feira (13), o
secretário de Relações Institucionais, André Campos, recebeu uma
comissão formada pelo presidente do Sindicato dos Policiais Civis de
Pernambuco (Sinpol), Áureo Cisneiros, o vice, Rafael Cavalcanti e o
diretor financeiro, Tiago Batista.
Na ocasião, ficou acordado que o
governo do Estado reabrirá o diálogo sobre a pauta de reivindicações da
categoria a partir da semana que vem.
De acordo com o Sinpol, entre os pontos
apresentados na pauta de reinvicações estão a fixação da gratificação
por função policial em um percentual de 225% para todos os policiais
civis do Estado.
Além disso, o sindicato também reivindica para a
categoria modificações no Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos
(PCCV) que promovam aumentos salariais por tempo, qualificação e faixa
etária.
Por fim, os policiais civis pedem que os Peritos Papiloscopistas
integrem o Quadro Técnico Policial e que o Governo do Estado realize a
reposição inflacionária para o ano base de 2015.