A Polícia Federal pediu ao
STF (Supremo Tribunal Federal) quebras de sigilos bancário e fiscal em
inquéritos abertos para investigar o presidente do Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL), o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) e o
ex-deputado federal João Alberto Pizzolatti Junior.
Já a PGR (Procuradoria-Geral da República) entrou com as mesmas solicitações em relação ao senador Fernando Collor (PTB-AL).
Não é possível saber, no entanto, se os
procuradores e policiais pediram acesso as dados de Renan, Collor,
Aníbal e Pizzolatti ou de pessoas ligadas a eles.
Os quatro são
investigados por suspeitas de participação no esquema de corrupção na
Petrobras.
Relator do caso no Supremo, o ministro Teori Zavascki ainda não deu seu parecer sobre os pleitos.
Em um de seus depoimentos, o ex-diretor
de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa afirmou que Aníbal Gomes
era o interlocutor de Renan junto ao esquema.
Disse ainda que parte do pagamento de
propina nas obras da Petrobras foi decidida em uma reunião na casa de
Renan Calheiros, em Brasília, com a presença de integrantes da cúpula do
PMDB.
Em relação a Collor, as acusações
partiram do doleiro Alberto Youssef.
Ele afirmou ter feito pagamentos ao
ex-presidente, atendendo a um pedido de Pedro Paulo Loni, que foi
ministro de Estado durante o governo Collor.
Já o ex-parlamentar Pizzolatti Júnior,
do PP de Santa Catarina, foi apontado por Youssef e Paulo Roberto Costa
como um dos beneficiários do esquema de pagamento de suborno na estatal.