O contingenciamento de R$ 78 bilhões no Orçamento de 2015 sugerido
pelo Ministério da Fazenda certamente incidirá sobre investimentos e não
poupará programas prioritários, obrigando o governo a rever metas,
conforme integrantes do alto escalão do governo.
Uma das principais
vitrines das gestões petistas, o Minha Casa, Minha Vida também deve ser
atingido pelo congelamento de despesas, que visa o cumprimento da meta
de superávit primário.
Incomodados com a severidade do bloqueio
previsto, ministros pressionam o Planalto para, ao menos, salvar suas
pastas da paralisia, mantendo as ações essenciais.
Neste domingo (17), a presidente Dilma Rousseff se reúne com os
titulares da junta orçamentária (Casa Civil, Planejamento e Fazenda)
para debater o tamanho do contingenciamento, que será anunciado até
sexta-feira (22).
No encontro, os ministros vão analisar o peso das
modificações promovidas pela Câmara nas medidas provisórias do ajuste
fiscal e trabalharão com possíveis cenários para a votação, pelos
deputados, da revisão da política de desoneração da folha.
Se a Câmara também flexibilizar essa proposta, na quarta-feira (20), a
tendência é que a "tesourada" radical seja confirmada.
A previsão
inicial da Fazenda era economizar R$ 5,35 bilhões em 2015 com a revisão
da desoneração da folha.
Conflitos com o presidente do Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL), atrasaram a tramitação do texto no Congresso.