A aposentada Marília Almeida reclama da alta na conta de luz
André Nery/ JC Imagem
“A gente paga por tudo isso depois”, lamenta a aposentada
Marília Almeida, que mora sozinha e vê que as contas de luz não param
de subir desde que começou 2015.
“Eu não errei, mas vou pagar.
Os governantes não pensam na classe média que está muito apertada e quando o aumento chega não há mais o que fazer”, diz, se referindo ao “estouro” nos primeiros meses deste ano.
A conta de luz aumentou em janeiro, março e abril acrescentando, em média, 21% aos clientes residenciais do Estado.
Os dois primeiros ocorreram em todo o Brasil e o último em Pernambuco, porque foi o reajuste anual da distribuidora, a Celpe.
Os aumentos constantes da energia elétrica são uma prova de que os erros de planejamento (com uma grande parte das obras de geração e transmissão sem ficar pronta no prazo), a falta de gestão e as mudanças nas prioridades do setor energético acabam trazendo consequências a todos os brasileiros.
Somou-se a isso a MP 579 (que se transformou na lei 12.783) para ocorrer uma explosão nas tarifas de energia elétrica.
Quando não paga a conta como consumidor, o brasileiro paga como contribuinte. Nos últimos dois anos, o Tesouro já socorreu as empresas do setor com R$ 21,1 bilhões.
Mas por que os projetos que atrasaram deixaram a conta mais salgada? Primeiro, os projetos e obras do setor elétrico são planejados a longo prazo, envolvem investimentos altos, precisam às vezes de anos para serem implantados.
Segundo: a energia que não foi gerada pelos empreendimentos planejados teve que entrar no sistema e ser produzida pelas térmicas.
O custo do atraso na implantação das usinas (de várias fontes) foi de R$ 65,1 bilhões incluindo, o que deixou de ser gerado entre 2006 e 2014, segundo um estudo feito pela Federação da Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
A principal expansão que o governo federal planejou foi o aumento da geração por grandes hidrelétricas, principalmente as do Norte do País, que acrescentariam 30 mil megawatts (MW) de 2006 até 2015, segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (PDE) 2006-2015.
Do total previsto, 14.022 MW foram implantados até dezembro último como mostra o relatório de fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
“Eu não errei, mas vou pagar.
Os governantes não pensam na classe média que está muito apertada e quando o aumento chega não há mais o que fazer”, diz, se referindo ao “estouro” nos primeiros meses deste ano.
A conta de luz aumentou em janeiro, março e abril acrescentando, em média, 21% aos clientes residenciais do Estado.
Os dois primeiros ocorreram em todo o Brasil e o último em Pernambuco, porque foi o reajuste anual da distribuidora, a Celpe.
Os aumentos constantes da energia elétrica são uma prova de que os erros de planejamento (com uma grande parte das obras de geração e transmissão sem ficar pronta no prazo), a falta de gestão e as mudanças nas prioridades do setor energético acabam trazendo consequências a todos os brasileiros.
Somou-se a isso a MP 579 (que se transformou na lei 12.783) para ocorrer uma explosão nas tarifas de energia elétrica.
Quando não paga a conta como consumidor, o brasileiro paga como contribuinte. Nos últimos dois anos, o Tesouro já socorreu as empresas do setor com R$ 21,1 bilhões.
Mas por que os projetos que atrasaram deixaram a conta mais salgada? Primeiro, os projetos e obras do setor elétrico são planejados a longo prazo, envolvem investimentos altos, precisam às vezes de anos para serem implantados.
Segundo: a energia que não foi gerada pelos empreendimentos planejados teve que entrar no sistema e ser produzida pelas térmicas.
O custo do atraso na implantação das usinas (de várias fontes) foi de R$ 65,1 bilhões incluindo, o que deixou de ser gerado entre 2006 e 2014, segundo um estudo feito pela Federação da Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
A principal expansão que o governo federal planejou foi o aumento da geração por grandes hidrelétricas, principalmente as do Norte do País, que acrescentariam 30 mil megawatts (MW) de 2006 até 2015, segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (PDE) 2006-2015.
Do total previsto, 14.022 MW foram implantados até dezembro último como mostra o relatório de fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).