Vice-prefeita de Belém de Maria é afastada do cargo, diz procuradoria

A vice-prefeita de Belém de Maria, na Mata Sul de Pernambuco, foi afastada do cargo por determinação da Justiça. 

De acordo com a procuradoria do município, ela deixou as atividades na sexta-feira (9). 

A vice-prefeita assumiu o comando da prefeitura após a "Operação Pulverização" - que investiga um suposto desvio de R$ 100 milhões nos cofres públicos.

A nossa equipe  não conseguiu contato com os advogados da vice-prefeita.

A vice-prefeita está entre os investigados da "Pulverização", conforme informou o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em fevereiro deste ano. 


Ela assumiu a prefeitura quando o prefeito Valdecir José da Silva (PSB) fugiu após a operação ser deflagrada

O prefeito passou sete meses foragido e se entregou à polícia em 30 de agosto, no Recife.

Como o prefeito e a vice estão afastados, quem deveria assumir era a presidente da Câmara de Vereadores, mas ela é candidata nas eleições 2016, conforme o procurador do município, Raony Renan.


A reportagem  não conseguiu contato com a vereadora para saber se ela vai assumir o cargo de prefeita. 

O procurador do município informou que a parlamentar já foi notificada do afastamento da vice-prefeita.

Prefeito se entregou


O prefeito de Belém de Maria, Valdecir José da Silva (PSB), se entregou à polícia no dia 30 de agosto, no Recife. 
Ele informou que Valdecir José se entregou "de livre e espontânea vontade após firmar acordo com o Ministério Público de Pernambuco, por meio do promotor Frederico Magalhães.".
 O advogado ainda destacou que o próximo passo é provar a inocência do gestor.
 A reportagem  tentou entrar em contato com a Prefeitura e a Câmara de Vereadores de Belém de Maria, mas as ligações não foram completadas.
 A reportagem  ainda solicitou um posicionamento da prefeitura por e-mail, mas ainda não recebemos resposta.
O Ministério Público estadual (MPPE) e a Polícia Civil procuravam o prefeito desde 23 de janeiro deste ano.
A investigação do Ministério Público foi destaque no quadro "Cadê o dinheiro que tava aqui?", do Fantástico, na Rede Globo.
Foram presos o presidente da Câmara de Vereadores, José Jairo Leonildo de Brito, e os parlamentares Jailson José da Silva, Josival Carlos dos Santos, Antônio José da Silva e Carlos José Soares - segundo a Polícia Civil informou à época.
O procurador e coordenador do Gaeco -  vinculado ao MPPE -, Ricardo Lapenda Figueiroa, explicou que as investigações começaram com a promotoria de Palmares.
 "No primeiro momento foram descobertas algumas empresas fantasmas. Foram quebrados sigilos fiscais e na análise inicial havia o desvio de R$ 3 milhões. [...] O valor já passa dos R$ 9 milhões".

Primeiras prisões
Um secretário de finanças e mais seis pessoas foram presas no dia 19 de novembro de 2015. 
A ação do MPPE e da Polícia Civil buscou suspeitos de criar empresas fantasmas, lavar dinheiro e fraudar licitações. 
Na época, quatro suspeitos foram localizados em Água Preta, um em Catende, um em Palmares e outro em Caruaru.