O delegado Gustavo Pires, que começou a investigar o caso da menina Geisiely Mariano da Silva, de 10 anos, encontrada morta nesta quinta-feira (1) em um matagal no interior de Alagoas, disse que o padrasto da vítima confessou o assassinato, mas negou tê-la estuprado, suspeita levantada quando ele foi preso.
Segundo o delegado, em depoimento, José Augusto Santos da Silva, 28, preso na quarta (31), contou que a matou a pauladas porque a menina dizia às vizinhas que iria matá-lo e também porque estava com raiva da mãe dela.
"Ele negou o estupro. Ele disse que ela estava sem calcinha porque a calcinha enganchou quando ele a arrastou pela mata. Contou que a matou com uma paulada no pescoço e com duas na cabeça, mas não disse onde está o pedaço de pau", contou Pires.
A reportagem ainda tentou ouvir algum representante do suspeito, mas o delegado informou que nenhum advogado se apresentou para fazer a defesa dele.
Pela manhã, a informação era de que o corpo da menina havia sido encontrado em São Luís do Quitunde, mas depois a polícia chegou à conclusão de que a área onde ela foi achada pertence a Passo de Camaragibe, município vizinho.
A reportagem ainda tentou ouvir algum representante do suspeito, mas o delegado informou que nenhum advogado se apresentou para fazer a defesa dele.
Pela manhã, a informação era de que o corpo da menina havia sido encontrado em São Luís do Quitunde, mas depois a polícia chegou à conclusão de que a área onde ela foi achada pertence a Passo de Camaragibe, município vizinho.
"Ela mora aqui [em São Luís] com a família. Ele tirou ela de casa e levou para matar em Passo [de Camaragibe]. O inquérito agora vai ser feito pelo delegado de lá, que tem 10 dias para concluí-lo", ressaltou Pires.
De acordo com a polícia, Silva já tem histórico por violência naquela mesma cidade. "Ele tem uma 'Maria da Penha' em Passo de Camaragibe. Ele deu pauladas na ex-mulher e também agrediu a sogra. Ainda há boatos que a outra enteada dele saiu de casa por causa do padastro", ressaltou o delegado.