Com 345 mil pessoas frequentando o metrô por dia, é comum encontrar vagões lotados. Os passageiros se organizam como podem e algum contato físico é inevitável. Porém, há situações em que o contato passa dos limites morais. Torna-se violência.
E, ao contrário do que uma sociedade machista imagina, o problema atinge a todos.
E, ao contrário do que uma sociedade machista imagina, o problema atinge a todos.
O estudante de direito Felipe Marquês, 32, já viveu isso inúmeras vezes. Com amigas e sozinho. “A gente sabe que o metrô vive cheio, mas tem gente que não só passa por você.
Fica ali encostando, não sai.
E o movimento que faz não é o do metrô. Já passei por isso e percebi que o cara estava excitado”, disse.
Na ocasião, ele tentou sair do local, mas não falou nada em público.
“Fica um constrangimento para quem fala. Tem gente que não acredita e em vez de ajudar você, julga e tira sarro”.
Fica ali encostando, não sai.
E o movimento que faz não é o do metrô. Já passei por isso e percebi que o cara estava excitado”, disse.
Na ocasião, ele tentou sair do local, mas não falou nada em público.
“Fica um constrangimento para quem fala. Tem gente que não acredita e em vez de ajudar você, julga e tira sarro”.
A vergonha em contar que foi vítima de um assédio é comum nos relatos. Um estudante que prefere não se identificar já foi abordado no banheiro da Estação Central do Recife, mas não procurou a polícia nem a segurança do local por medo do constrangimento.
“Fui ao banheiro para passar perfume. Um homem entrou e usou o banheiro.
Até aí, normal. Mas, quando me virei para pegar minhas coisas, ele ficou insinuando... (obscenidades).
Peguei minha mochila e sai”, relata.
“Acho que mesmo que falasse não daria em nada”. Isso aconteceu há dois meses.
“Fui ao banheiro para passar perfume. Um homem entrou e usou o banheiro.
Até aí, normal. Mas, quando me virei para pegar minhas coisas, ele ficou insinuando... (obscenidades).
Peguei minha mochila e sai”, relata.
“Acho que mesmo que falasse não daria em nada”. Isso aconteceu há dois meses.
Estava em pé no ônibus, grávida e com a filha de três anos em pé, entre as pernas, quando sentiu um homem abusando dela.
“Eu já tinha passado por isso outra vez, mas dessa vez reagi e falei alto. Os outros passageiros me ajudaram”, lembra.
O caso aconteceu há um ano.
O agressor desceu com medo de ser espancado.
A dona de casa não prestou queixa, mas disse que faria diferente hoje.
“Eu não tinha consciência de que isso também era crime”.
“Todo mundo no ônibus percebeu.
Ele estava segurando a mulher para se esfregar nela.
Ela estava gritando para ele soltá-la, mas ele parecia não ouvir.
A confusão só cessou quando ela desceu.
Ele continuou no ônibus e agiu como se não fosse nada”, conta.
O sentimento comum é que falta vigilância.
Embora a CBTU afirme que pelo menos dois vigias trabalhem por estação, na Mangueira só trabalha um por turno.
A Companhia prevê o acréscimo de 1,3 mil câmeras de segurança em alta definição e com identificação facial no início do próximo ano.
O investimento, orçado em R$ 9 milhões, visa coibir ações desse tipo nas 29 estações e trens antigos que ainda circulam sem câmeras.
A Companhia prevê o acréscimo de 1,3 mil câmeras de segurança em alta definição e com identificação facial no início do próximo ano.
O investimento, orçado em R$ 9 milhões, visa coibir ações desse tipo nas 29 estações e trens antigos que ainda circulam sem câmeras.
A CBTU reforçou ainda que investe R$ 18 milhões em segurança por ano.
Para quem quiser fazer denúncias, o metrô disponibiliza o número 3455-4566, pelo qual depoimentos anônimos podem ser feitos 24 horas por dia.
Para quem quiser fazer denúncias, o metrô disponibiliza o número 3455-4566, pelo qual depoimentos anônimos podem ser feitos 24 horas por dia.