Ex-presidente da Andrade Gutierrez é condenado no Rio a prisão domiciliar

O ex-presidente do Grupo Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo e Flávio David Barra, ex-executivo da mesma empreiteira, tiveram a condenação definitiva na Operação Lava Jato publicada nesta segunda-feira (19) pela Justiça Federal.
 Inicialmente condenados, respectivamente, a sete e a seis anos de prisão em regime fechado, ambos tiveram a sentença atenuada após recurso da defesa, que cobrou a aplicação de benefícios estabelecidos por meio do acordo de delação premiada.
Após analisar os embargos declaratórios apresentados pela defesa, o juiz Marcelo da Costa Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, decidiu fixar a pena de Otávio Azevedo em 18 anos de regime domiciliar fechado e ao pagamento de um salário mínimo pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Pelos mesmos crimes, ele sentenciou Flávio Barra a 15 anos prisão domiciliar.
O magistrado destacou que no primeiro ano da prisão domiciliar, ambos os condenados terão que ser monitorados por meio de tornozeleira eletrônica. Em seguida, a pena deles progride para o regime semiaberto diferenciado pelo prazo de dez meses.
Depois deste período, eles seguem para o regime aberto diferenciado, pelo período de dois anos, que deverá ser cumprido juntamente com a prestação de serviços comunitários à razão de 20 horas mensais em local a ser definido pela Justiça.

Segundo o juiz responsável pela sentença, a defesa e o Ministério Público concordaram com as penas e não haverá novos recursos.