Grupo realiza Marcha da Maconha para debater aplicação de lei

Nesta próxima segunda-feira (29), a Lei de Drogas 11.343 completa 10 anos.
 Com o objetivo de questionar os resultados práticos sobre o modelo e o impacto dessa lei, principalmente para a população mais pobre, o Coletivo Antiproibicionista de Pernambuco (Cape), realizou neste sábado (27) uma série de palestras e a “Marcha da Maconha - Fora de Época”.
Na concentração do ato, que contou com aproximadamente 20 pessoas, no pátio de Santa Cruz, Centro do Recife, a representante do Cape, Ingrid Farias, explicou que iniciativas como as marchas e os debates são importantes, pois “procuram trazer o dialogo com a sociedade, uma reflexão sobre os verdadeiros impactos”.
Nesse sentindo, segundo ela, “a Marcha da Maconha é instrumento ideal de ocupação, pois provoca uma nova forma de dialogar sobre as drogas e a sua liberação em nosso país”. 
Para ela, é urgente um “novo dialogo sobre as drogas” para que possam “ser reduzidos os impactos negativos nas comunidades, mulheres, e juventude negra”, disse.
De lá, o grupo seguiu para a comunidade dos Coelhos, para o "Agosto da Cultura dos Coelhos", evento que acontece já há dez anos, e visa "incentivar o debate e levar a cultura alternativa de música, teatro e da dança para uma das regiões mais carentes do Recife, e que já sofreu muito com a questão do tráfico", concluiu.