Bancos: 31 cidades do interior de Pernambuco sem atendimento

O fechamento total ou parcial de bancos que foram alvos de criminosos neste ano deixou milhares de usuários prejudicados em cidades do Interior do Estado. 

Segundo o Sindicato dos Bancários de Pernambuco, são 18 unidades fechadas e outras 13 operando parcialmente.

Todas tiveram as estruturas comprometidas de alguma forma durante as investidas. 

E, diante desse quadro, o desafio é atender às necessidades da população desses municípios, fazendo com que os bancos reabram as agências.

Para isso, o Procon-PE deu o prazo de dez dias para que cinco órgãos bancários (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Itaú) apresentem cronograma de reabertura dos espaços. 

Além disso, deverá ser protocolado uma lista contendo o número de estabelecimentos e caixas de autoatendimento explodidos.

Na manhã da última sexta-feira (26), o órgão fiscalizador e os banqueiros se reuniram pela primeira vez. 

As exigências fazem parte das primeiras medidas tomadas pela investigação do Procon, em parceria com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), com o objetivo de cobrar celeridade no restabelecimento dos serviços. 

Além disso, a intenção do inquérito é avaliar os prejuízos causados às comunidades, considerando a vulnerabilidade dos usuários na necessidade do deslocamentos para outras cidades.

Segundo o gerente geral do Procon, Erivaldo Coutinho, caso a instituição não apresente as informações suficientes para a investigação, poderá ser alvo de processo administrativo cabível à multas. 

"O município desamparado de agência fere o Código de Defesa do Consumidor porque reflete na má prestação de serviço à população. 

Nisso, temos a obrigação de pleitear que haja o restabelecimento do serviço e que seja sanado com a maior celeridade possível. 

Se as informações preliminares não forem suficientes ou entregues, caberá processos administrativos com uma possível notificação", comentou.