Géobe Souza Jornalista Apresentador Policial Matricula Sindical 00394 DRT 1760 atualmente apresenta o Tribuna da Verdade as 11:30 da Mãnha na Rádio Verdade FM em Bonito PE
Policiais alertam para as condições psicológicas
A morte do policial militar (PM) Adriano Batista da Silva, assassinado pelo companheiro de trabalho, acabou chamando a atenção da classe, que alertou para a importância das condições psicológicas que um policial deve ter para atuar no cargo.
Um ex-PM, que preferiu não se identificar, afirmou que conhece o soldado Flávio Oliveira, acusado de matar Batista da Silva, e garantiu que ele não tinha a “mínima condição de trabalhar”.
O soldado Flavio Oliveira não puxou o gatilho sozinho.
O soldado é tão responsável (pela morte) como quem o liberou para o serviço de rua”, disparou, referindo-se ao Sistema de Saúde da PM.
O ex-policial disse, ainda, que passou cerca de um ano afastado do serviço de rua por problemas psicológicos.
“Na primeira avaliação da Junta Médica, em uma consulta que não durou dez minutos, a médica me mandou voltar para o serviço, mas eu disse que não tinha a mínima condição de trabalhar fardado.
Então, para não fazer uma besteira comigo, nem com um companheiro ou com a população, eu preferi pedir exoneração do cargo”.
De acordo com o Major Julio Aragão, da assessoria de Comunicação da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), todo policial que está prestes a entrar na corporação é submetido a uma série de exames, inclusive, psicológico.
Ao longo do tempo, ainda de acordo com Aragão, o profissional passa por um acompanhamento.
“Todo PM tem uma ficha funcional em que é avaliado o comportamento.
A avaliação não tem data marcada, mas é realizada regularmente”, afirmou.
Na opinião do Chefe de Comunicação da Polícia Federal de Pernambuco Giovani Santoro, “enquanto todos os organismos policiais não levarem a sério a questão de perceber quando um policial estiver passando por problemas psiquiátricos ou psicológicos, de alcoolismo, de convivência ou até mesmo de relacionamento, ao invés de pensar que ele é uma máquina e que isso não interfere na sua vida funcional, mais mortes com esse final irão acontecer”.
Santoro afirmou, ainda, que “policiais com problemas assim têm que ser afastados e seu comportamento tem que ser constantemente avaliado por uma equipe médica especializada até que ele tenha condição de voltar às ruas”.
Segundo o Comando geral da Polícia Militar, o acusado será julgado em processo administrativo e, também, pela Justiça Militar.
No que diz respeito às questões étnico-racial, a PM informa que, desde 1998, consta em suas “matrizes curriculares a presença da disciplina de Direitos Humanos.
Em 2013, a corporação incluiu no seu quadro uma diretoria estratégica de Articulação Social e Direitos Humanos, que vem promovendo palestras nas diversas unidades da PM.