Responsável pelo atendimento de pacientes de 22 municípios pernambucanos circunvizinhos, além de outros do Norte de Alagoas, o Hospital Regional de Palmares, suspendeu, nesta quarta-feira, as cirurgias eletivas.
Neste quinta, deverá reduzir o atendimento exclusivamente a casos de urgências e emergências considerados de menor gravidade.
Segundo o diretor, Christiano Paiva, os motivos são a superlotação da unidade e a falta de medicamentos essenciais em consequência dos atrasos de repasses de recursos.
Nesta quinta-feira pela manhã, os pacientes serão recepcionados por uma equipe de triagem.
“Todos os casos de urgência serão atendidos dentro das condições possíveis da unidade”, antecipou o diretor do hospital.
Os demais casos mais simples serão orientados a procurar atendimento nas redes municipais ou, se necessário, na capital.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) disse que “vem realizando cortes apenas na estrutura administrativa da pasta” e que “o atraso do custeio do Hospital Regional de Palmares é uma situação pontual, que deve se regularizar nos próximos dias, e que não justifica a tomada de decisão isolada por parte da entidade gestora da unidade”.
Ainda segundo a nota enviada, a SES “vem dialogando com todas as entidades para que busquem ações necessárias para enfrentar essa nova realidade financeira, sem comprometer o atendimento à população”.
“Estamos restringindo o atendimento, inclusive para proteger os pacientes, pois não haveria como garantir o tratamento nas condições atuais”, destacou Christiano Paiva.
A unidade tem como público mais de 500 mil pessoas que habitam 22 municípios da região.
Na maternidade, exemplifica Paiva, os atendimentos excedem 150% do previsto.
Só pelo atendimento excedente, que é registrado a cada trimestre, o estado deveria ter repassado cerca de R$ 2,5 milhões, indicou Paiva.
A Fundação Manoel da Silva Almeida, que constituiu uma organização social (OS) para administrar o hospital, vem reivindicando a repactuação do contrato, lembra o médico.