Três pessoas foram condenadas por desviar medicamentos e materiais
hospitalares de unidades mantidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no Recife.
Dois empresários e um dono de farmácia devem pegar penas de seis anos e oito
meses a nove anos e quatro meses, conforme a participação de cada um no esquema,
além do pagamento de multa. Eles foram condenados por receptação qualificada e
uso de documentos ideologicamente falsos.
Os condenados são Osmar da Silva (dono de farmácia na época), Flávio Barros
(proprietário de firmas da área de saúde) e Américo dos Santos (empresário).
Eles compravam medicamentos desviados de enfermeiros e maqueiros dos hospitais
públicos.
As medicações eram revendidas a empresas de distribuição do ramo e
colocados à venda ao consumidor final.
Os três falsificavam notas fiscais e
adulterava as embalagens para maquiar a fraude.
Segundo o Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF-PE), os desvios de
medicamentos aconteceram entre 2005 a 2010 nos hospitais Agamenon Magalhães, da
Restauração, Oswaldo Cruz, Getúlio Vargas, Otávio de Freitas, das Clínicas e
Metropolitano Norte Miguel Arraes. Foram furtados remédios como Ozactan,
Albumina, Avalox, Clexane, Meronem, Zivox e Targocida.
Nas investigações, os três condenados compravam medicamentos a baixo custo.
Ampolas de Meronem foram obtidas a R$ 40 por um dos receptadores condenados.
O
valor de mercado do produto pode chegar a R$ 3,2 mil, conforme pesquisa feita
pelo MPF em 2013.
Já o remédio Avalox, comprado no esquema criminoso por R$ 30,
tem o valor de mercado médio por R$ 175.
Eles foram presos após depoimentos de
testemunhas e de escutas telefônicas comprovarem a ação criminosa.