Maria Alice Seabra, 19 anos, premeditadamente assassinada na sexta-feira (19)
pelo seu padrasto, Gildo da Silva Xavier, 34, não foi a primeira.
Em Pernambuco,
até o mês de maio, 110 mulheres foram mortas, segundo dados da Secretaria de
Defesa Social (SDS).
O problema é que também não será a última. A jovem vai
fazer parte das estatísticas.
Seu nome dará lugar a termos percentuais.
Por
outro lado, sua família jamais será a mesma.
As cicatrizes vão levar Maria José
de Arruda, mãe da menina - outra vítima -, aos lugares vividos na memória
construída pelos 15 anos da relação que teve com o homem que roubou da sua filha
o direito de viver.
Maria Alice, Maristela, Taciana, Danielle, Jacielma, Maria,
Patrícia, Dênia e outras tantas.
Em comum, o fato de serem vítimas do
feminicídio.
Morreram por serem mulheres.
Foram vítimas do machismo, que mata
uma mulher a cada duas horas no Brasil.