O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal no Paraná, base da Operação Lava Jato, que mantenha na prisão o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.
Em petição ao juiz Sérgio Moro, que conduz as ações penais sobre esquema de corrupção e propinas na Petrobras, a Procuradoria da República fustigou os argumentos da defesa de Vaccari e requereu indeferimento do pedido de revogação da prisão preventiva do ex-tesoureiro.
Segundo a Procuradoria, a permanência de Vaccari na prisão é necessário ‘para a garantia da ordem pública, da aplicação da lei penal e, também, por conveniência da instrução penal’.
Vaccari foi preso no dia 15 de abril, apontado como arrecadador de propinas que teriam como destinatário o PT.
A ordem de custódia do ex-tesoureiro foi dada pelo juiz Moro.
“Tal decisão merece ser mantida.
A prisão de João Vaccari Neto afigura-se razoável e adequada, sobretudo diante dos graves delitos que de longa data vem sendo por ele praticados”, afirmam os procuradores.
Pesa contra o ex-tesoureiro a acusação de ser operador de propina em nome do PT no esquema de corrupção na Petrobrás, alvo da Lava Jato.
Já réu em um processo criminal, Vaccari é acusado de usar a mulher e a cunhada, Marice Correa de Lima, para ocultar patrimônio supostamente ilícito.
No fim de maio, o criminalista Luiz Flávio Borges D’Urso, constituído por Vaccari, apresentou à Justiça Federal respostas a questionamento do juiz Moro e pediu revogação da prisão do ex-tesoureiro.