Falsa advogada é presa suspeita de aplicar golpes na Mata Norte

Uma mulher que se passava por advogada foi presa em Paudalho, na Mata Norte de Pernambuco e encaminhada para a Colônia Penal Feminina do Recife.
 
Mirella Medeiros e Silva, de 32 anos, foi detida em cumprimento a um mandado judicial expedido pela juíza de Paudalho, Maria Betânia Martins da Hora Rocha, e vai aguardar julgamento.

Mirella é acusada de estelionato.
 
De acordo com a polícia, ela é suspeita de enganar clientes e cobrar por serviços advocatícios que não cumpria e não tinha formação para realizar.
 
Caso seja condenada, a pena pelo crime de estelionato é de um a cinco anos de detenção.

O caso começou a ser investigado em janeiro pelo delegado de Paudalho, Marcos Roberto.
 
 As vítimas são pessoas humildes, a maioria analfabeta. Segundo as investigações, uma das vítimas teria perdido R$ 75 mil para a falsa advogada.
 
Em outubro do ano passado, o senhor a teria procurado para fazer uma procuração em nome de uma filha para que ela movimentasse a conta bancária.
 
No entanto, no documento, a falsa advogada colocou seu nome do documento, retirando todo o valor depositado.
 
"Ela é de família de classe média. Morava em um privê em frente à Academia de Paudalho.
 
É uma estelionatária contumaz. Ludribriou um idoso e nos últimos dois meses se envolveu em outros dois casos", disse o delegado esta manhã.

Há nove meses, a falsa advogada vinha cobrando R$ 300 mensais de um casal que temia ser despejado de um terreno onde vivia, somando um prejuízo de R$ 2.700.
 
 Um rapaz pagou R$ 700 por outro serviço, que também não foi realizado.