A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou em entrevista a uma emissora de televisão francesa que vai lutar “até o fim” para mostrar que ela não tem envolvimento com o esquema de desvios na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato.
À France 24, Dilma que é “impossível” que esteja envolvida nas denúncias e defendeu que o esquema não deve ser tratado como “escândalo da Petrobras” e, sim, como “escândalo de determinados funcionários da Petrobras”.
Durante a entrevista ao canal de notícias francês, exibida nesta segunda-feira (8), a presidente foi questionada sobre a hipótese de a investigação chegar à conclusão de que ela sabia ou estava envolvida no esquema.
Então, o jornalista francês questiona se, nesse cenário, a presidente estaria disposta a encarar todas as consequências.
“Eu não estou ligada.
Eu não respondo a essa questão, porque eu não estou ligada.
E eu sei que não estou ligada”, disse.
“É impossível.
Eu lutarei até o fim para mostrar que não estou ligada.
Eu sei o que eu faço.
Eu tenho uma história por trás de mim nesse sentido.
Não é questão de ‘se’. Eu não estou ligada”, completou.
Dilma disse ainda que há tratamento diferente entre a relação das empresas envolvidas no esquema com o Partido dos Trabalhadores e os demais grupos políticos.
Segundo Dilma, “todos as campanhas” feitas no Brasil têm contribuição das companhias citadas.
“E por que só a minha foi destacada?”, questionou a presidente.
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Ex-cabo acusado de matar menino João Roberto terá novo julgamento hoje.
Agência Brasil
Publicação: 09/06/2015 09:01 Atualização:
O ex-cabo da
Polícia Militar William de Paula, acusado de balear e matar o menino
João Roberto Amorim Soares, de três anos, em 6 de julho de 2008, será
submetido a novo julgamento na tarde de hoje (9).
William de Paula será
julgado a partir das 13h pelo 2o Tribunal do Júri da cidade do Rio de
Janeiro.
O menino estava no carro, com a mãe,
Alessandra Soares, quando foram atingidos por tiros disparados por uma
patrulha da Polícia Militar, em uma rua do bairro da Tijuca, na zona
norte da cidade do Rio de Janeiro.
William e o ex-soldado Elias
Gonçalves da Costa estariam perseguindo criminosos, quando, segundo
eles, confundiram o carro de Alessandra com o veículo que perseguiam.
Elias
Gonçalves foi absolvido do crime em 2011.
William, absolvido do crime
de homicídio, em audiência em 2008, foi condenado apenas por lesão
corporal, a pena de prestação de serviços comunitários.
O Ministério
Público pediu a realização de um novo júri.
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Fim do voto obrigatório entra na pauta da reforma política
Publicação: 09/06/2015 08:59
Atualização:
Quinze dias depois de colocar em votação uma série de textos relacionados ao sistema eleitoral brasileiro, a Câmara dos Deputados entra esta semana no segundo tempo da reforma política analisando temas que devem provocar grandes polêmicas em plenário.
Um dos principais é o que estabelece o voto facultativo no país. A proposta foi inserida no relatório da reforma produzido pelo deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Além dela, serão analisados textos sobre duração dos mandatos, eleições municipais e gerais no mesmo dia, cotas para mulheres, data da posse presidencial e federações partidárias, entre outros assuntos.
Pelo mundo afora, o voto facultativo é predominante. Em apenas 22 países, entre os quais o Brasil, ele é obrigatório. Apesar disso, o voto facultativo não leva à maior participação política. Pelo contrário.
Onde é implantado, o comparecimento às urnas é extremamente baixo: nos Estados Unidos, metade do eleitorado se abstém. Poucos votam e, entre os que votam, há maior presença de determinados segmentos sociais.
“Em praticamente todas as eleições do mundo, ricos votam mais do que pobres, homens mais do que mulheres, idosos mais do que jovens.
O voto facultativo reforça essa tendência, de maneira consistente”, avalia o cientista político e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Bruno Wanderley Reis, atualmente pesquisador visitante da Universidade da Pensilvânia (EUA).
Quinze dias depois de colocar em votação uma série de textos relacionados ao sistema eleitoral brasileiro, a Câmara dos Deputados entra esta semana no segundo tempo da reforma política analisando temas que devem provocar grandes polêmicas em plenário.
Um dos principais é o que estabelece o voto facultativo no país. A proposta foi inserida no relatório da reforma produzido pelo deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Além dela, serão analisados textos sobre duração dos mandatos, eleições municipais e gerais no mesmo dia, cotas para mulheres, data da posse presidencial e federações partidárias, entre outros assuntos.
Pelo mundo afora, o voto facultativo é predominante. Em apenas 22 países, entre os quais o Brasil, ele é obrigatório. Apesar disso, o voto facultativo não leva à maior participação política. Pelo contrário.
Onde é implantado, o comparecimento às urnas é extremamente baixo: nos Estados Unidos, metade do eleitorado se abstém. Poucos votam e, entre os que votam, há maior presença de determinados segmentos sociais.
“Em praticamente todas as eleições do mundo, ricos votam mais do que pobres, homens mais do que mulheres, idosos mais do que jovens.
O voto facultativo reforça essa tendência, de maneira consistente”, avalia o cientista político e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Bruno Wanderley Reis, atualmente pesquisador visitante da Universidade da Pensilvânia (EUA).
Polícia Federal e CPI fecham cerco a Zé Dirceu na Operação Lava-Jato
Publicação: 09/06/2015 08:56 Atualização:
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu está novamente sob cerco. Enquanto a CPI da Petrobras estuda aprovar requerimento para quebrar o sigilo telefônico dele, a Polícia Federal se prepara para concluir os inquéritos sobre ele e sua empresa, a JD Assessoria e Consultoria, alvo da Operação Lava-Jato.
De posse dos dados fiscais do ex-ministro, a PF deve obter em breve os dados bancários do principal ministro do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conta o delegado regional de Combate ao Crime Organizado da Superintendência da PF no Paraná, Igor Romário de Paula.
Na CPI dos Correios, o sigilo fiscal de Dirceu foi quebrado e ele já teve dados telefônicos abertos na investigação sobre a parceria MSI-Corinthians.
Em entrevista exclusiva , o delegado disse que a investigação deve se encerrar no mês que vem. Dados da Receita Federal mostraram que JD Consultoria faturou R$ 29 milhões entre 2006 e 2013, sendo R$ 10 milhões de clientes investigados na Lava-Jato.
Igor de Paula é um dos líderes de uma equipe de oito delegados, seis escrivães, 18 agentes e seis peritos dedicados exclusivamente à maior investigação de corrupção da história recente no Brasil.
O delegado diz que, ao menos neste momento, não há motivos para prender Dirceu, mas não existem provas de que ele prestou consultoria de verdade para as empreiteiras fornecedoras da Petrobras e fala de pressão sobre a PF para prender alguns acusados, como o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.
No caso do ex-ministro, faltam ainda serem feitas perícias contábeis, analisar mídias apreendidas, receber o sigilo bancário dele, tomar depoimentos de pessoas como o lobista Milton Pascowith, que pagou R$ 1,4 milhão a Dirceu, e ouvir o próprio investigado.
“É um inquérito que não vai demorar muito para acabar, não”, afirmou o delegado, no prédio da PF em Curitiba, no bairro de Santa Cândida.
A previsão era concluir em junho o trabalho, mas algumas informações atrasaram.