PDT diz votar contra MP 664 e entra na rota do Planalto

Deputado federal admite dificuldade para construir apoio na votação da MP 664 / JC Imagem

Deputado federal admite dificuldade para construir apoio na votação da MP 664

JC Imagem

Após a conturbada e apertada votação da MP 665, que mexe no seguro desemprego e abono salarial, o Planalto e as lideranças da base governista no Congresso Nacional terão que cuidar de uma “rebeldia” no arco de alianças:

 a promessa do PDT de não fechar questão a favor da MP 664, que deve entrar na pauta de amanhã. 

Essa medida provisória, que mexe em regras da Previdência, é o segundo item do “pacote” de ajuste fiscal enviado pela presidente Dilma Rousseff para conter a crise econômica.

 Um dos vice-líderes do governo deputado federal Silvio Costa (PSC) admitiu que o governo não está em “céu de brigadeiro” e que a votação poderá enfrentar muitas dificuldades com a base aliada.


“Vou falar amanhã (hoje) que o fato de o PDT, que tem um ministério, inclusive, não ter votado com o governo na MP 665 causou efeitos colaterais na base. 

Muitos parlamentares têm demonstrado insatisfações e cobrado que o governo aplique alguma punição. 

É aquela história: numa sala de aula, quando o professor não pune aquele aluno que se comportou mal, ele perde o controle sobre os outros”, confessou Silvio Costa.

No final de abril, o presidente do PDT, Carlos Lupi, disse em conversa com aliados que o “PT tinha roubado demais”, causando uma indisposição, ainda que abafada, com os petistas.

 Agora, a bancada federal do partido votou massiva contra a MP 665.

 Em reunião, logo em seguida, os parlamentares trabalhistas também decidiram não aprovar a MP 664, que muda significativamente as exigências para concessão do auxílio-doença e a pensão por morte.

 Já a 665 altera as regras de pagamento do seguro-desemprego, do abono salarial e do seguro-defeso para o pescador artesanal.