O Governo de Pernambuco anunciou que implantará a primeira progressão
automática para os professores da rede estadual de ensino a partir do próximo
mês.
O procedimento é o primeiro de três previstos para este ano, configurando,
no final, um aumento salarial de 7,01% para os docentes.
O parcelamento ocorrerá
mesmo diante da rejeição do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de
Pernambuco (Sintepe).
A categoria quer 13,01%, em cumprimento à Lei do Piso
Salarial.
A proposta da Secretaria de Administração prevê que os aumentos sejam dados
em junho, outubro e dezembro, o que foi recusado pelos docentes em assembleia
realizada na última quinta-feira (21).
Na ocasião, eles decidiram retomar a
greve a partir da próxima sexta (29).
A última paralisação foi encerrada no dia
4 de maio.
“Lamentamos que agora, à revelia, o Governo tome essa decisão
unilateral, sem respeitar o posicionamento adotado pelos professores, de forma
legítima, em votação”, criticou o presidente do Sintepe, Fernando Melo.
Ainda de acordo com a nota divulgada pela gestão estadual, a proposta foi
construída “após longo processo de negociação, que consumiu oito reuniões entre
representantes do Governo de Pernambuco e a direção do Sintepe”.
Por fim, foi
reiterado o apelo para que os docentes continuem a ministrar as aulas
normalmente, “a fim de não causar prejuízos irreparáveis aos estudantes,
especialmente àqueles que participarão da seleção do Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) e que serão seriamente afetados pela falta de aulas no final do
semestre”.