A Justiça Federal no Paraná decretou o bloqueio de R$ 544 milhões de
duas empreiteiras e de uma empresa fornecedora de tubos nas obras da
Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco.
O confisco ocorreu nesta
quarta-feira (13), no âmbito de ações de improbidade da Operação Lava
Jato.
A informação foi divulgada pelo procurador da República Deltan
Dallagnol, que integra a força tarefa da Lava Jato.
Foram bloqueados R$ 241 milhões da empreiteira Camargo Corrêa e do
Grupo Sanko, ambos envolvidas em supostas irregularidades na Abreu e
Lima.
Em outra decisão, a Justiça embargou R$ 302 milhões da empreiteira
Galvão Engenharia.
Com o valor bloqueado anteriormente da Engevix Engenharia, o montante
tornado indisponível de empresas acusadas na Lava Jato já alcança R$
700 milhões, segundo Dallagnol.
O procurador anotou que com as denúncias
divulgadas nesta quinta feira, 14, contra quatro ex-deputados federais e
outros 9 acusados, já chega a 28 o total de acusações formais perante a
Justiça Federal contra 128 investigados, além de cinco ações de
improbidade.
A Lava Jato conta 15 acordos de delação premiada que levaram à
restituição voluntária de R$ 570 milhões. Foram repatriados R$ 369
milhões.
“Sobre o aspecto patrimonial, temos algumas novidades no dia de hoje
(quinta, 14) que gostaria de anunciar aqui”, disse Deltan Dallagnol.
“Foram ontem, dia 13, anunciadas decisões determinando o bloqueio de
R$ 241 milhões de propriedade da Camargo Corrêa e da Sanko.
Foi também
proferida uma decisão judicial na esfera cível em medida cautelar
paralela às nossas ações de improbidade administrativa determinando o
bloqueio de R$ 302 milhões relativos à Galvão Engenharia.
Então, nós
temos uma novidade de R$ 544 milhões que são objeto de decisão judicial
em relação a essas empresas.
Nós já tínhamos o bloqueio determinado em
relação à Engevix, de modo que o total dos bloqueios chega a R$ 700
milhões, em razão das ações de improbidade administrativa.”
(Fonte: Estadão Conteúdo)