O Ministério da Educação (MEC) anuncia nesta quinta-feira (14) um
reajuste que deve dobrar o valor da taxa de inscrição do Exame Nacional
do Ensino Médio (Enem), além de novas medidas para inibir o alto índice
de faltosos no exame.
As alterações devem ser comunicadas em coletiva de
imprensa, em Brasília, mas ainda não há confirmação oficial sobre as
novas regras.
A nova taxa de inscrição deve ser de R$ 63, conforme a reportagem
apurou, contra os R$ 35 cobrados desde 2004.
A nova taxa acompanha a
inflação do período e os novos custos do exame.
O reajuste atinge
basicamente os estudantes de escolas privadas, uma vez que cerca de 75%
dos inscritos no exame têm isenção por ter estudado em escola pública ou
por ser de baixa renda.
A reportagem apurou que o governo deve criar uma restrição para que
candidatos que tenham faltado ao exame só possam se inscrever novamente
mediante pagamento de inscrição, mesmo que se encaixem nos perfis de
isenção.
O alto índice de abstenção resulta em grande prejuízo para o
governo.
No ano passado, 28,6% dos inscritos faltaram, o que representou
mais de 2,4 milhões de pessoas.
Desde 2011 o MEC indica que pretende criar mecanismos para inibir
faltosos.
Mas com a preocupação de manter o exame o mais acessível
possível, a ideia nunca avançou.
No ano passado, o custo por aluno foi de R$ 52 - o que indica um
desperdício de mais de R$ 74 milhões com faltosos, atualizando
estimativas do MEC em anos anteriores.
Levantamento do jornal o Estado
de S. Paulo feito em 2012 mostrou que 86% dos faltosos no Enem em 2010
eram de escola pública.
O Enem é usado como vestibular por praticamente todas as universidades
federais do País.
Também serve como certificação do ensino médio e
critério para o Financiamento Estudantil (Fies) e Ciência Sem
Fronteiras.
A prova deve ocorrer em outubro.