Em conversa com a imprensa após agenda da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), os quatro deputados federais que compõem o colegiado se mostraram preocupados com o valor final do empreendimento, que deve crescer por conta da paralisação nas obras.
Os parlamentares chegaram ao local ainda na manhã desta segunda-feira (18) e conheceram as instalações.
Na reunião, os deputados disseram que o custo da obra, que hoje é de R$ 18,5 bilhões, pode aumentar entre 8% e 10%.
Isso significa que o custo do empreendimento pode passar de R$ 20 bilhões.
A comitiva é composta pelos pernambucanos Kaio Maniçoba (PHS) e Fernando Monteiro (PP), além do delegado Valdir (PSDB-GO) e Altineu Cortês (PR-RJ).
Para o delegado Valdir, ao contrário do que havia sido divulgado, em sua avaliação não há seis mil trabalhadores atuando na Refinaria.
Os deputados disseram ainda que estão aguardando a divulgação do plano da Petrobras que está previsto para junho.
Desse relatório um novo prazo para as obras recomeçarem e o novo prazo de entrega da Rnest.
A previsão é que demore ainda mais dois anos.
Os membros da comissão estão preocupados e se disseram “angustiados” com a paralisação das obras e com o crescimento do valor final devido à suspensão das atividades.
Atualmente, o trem 1 – linha de produção – está funcionando parcialmente.
Se ele estivesse concluído, estaria produzindo 115 mil barris por dia.
Como não está concluído, está em 90%, só entrega 75 mil barris/dia.
Na avaliação deles, se estivesse funcionando, não teria que comprar diesel da fora com o dólar alto.
O trem 2, por sua vez, não está funcionando – outro ponto que preocupa os parlamentares.