Depois de reunião com líderes da base aliada no Congresso, o
vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) disse nesta quarta-feira que a
perspectiva para a aprovação da medida provisória 664 “é muito
positiva”, com uma tendência de adesão maior que a verificada na votação
da MP 665.
A MP 664 endurece o acesso a benefícios previdenciários.
“Acho que a perspectiva é muito positiva.
Fizemos nova reunião de
líderes agora e pelos votos contados e pelas ponderações feitas, a
tendência é aprovação”, disse Temer a jornalistas, ao chegar ao gabinete
da Vice-Presidência no Palácio do Planalto.
Mais cedo, Temer se reuniu no Palácio do Jaburu com os ministros
Nelson Barbosa (Planejamento), Carlos Gabas (Previdência Social)
Henrique Eduardo Alves (Turismo), Eliseu Padilha (Aviação Civil),
Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Comunicações), além
de representantes do PT, PMDB, PSD, PcdoB, PTB, PRB, PP, PR e Pros.
“Se (o placar da votação) for igual semana passada, já está ótimo.
Mas a tendência é que haja uma adesão maior a essa segunda medida
provisória”, comentou Temer.
Na semana passada, o texto-base da medida provisória 665 foi aprovado
na Câmara dos Deputados por uma margem apertada, de apenas 25 votos.
A
dupla PT-PMDB contribuiu com 41% do apoio à proposta que restringe o
acesso a seguro-desemprego e abono salarial.
O PDT deu 19 votos
contrários à MP 665, enquanto o oposicionista DEM deu oito votos de
apoio ao governo.
“Acho que teremos votos ainda do DEM (para aprovar a MP 664), por
integrantes do DEM que estão convencidos da necessidade de fazer esse
ajustamento.
Penso que dois, três deles viajaram para o exterior,
portanto, não sei se será o mesmo índice de votos, mas votos teremos.
Não tenho ainda notícia do PDT”, comentou Temer.