O médico Jonathan Alves Padilha, 51, denunciou ter sido agredido fisicamente por policiais da Força Nacional, no momento de uma abordagem policial ocorrida na cidade de Arapiraca, na última sexta, dia 13. A denúncia foi formulada a um programa de rádio do município.
Segundo ele, o fato aconteceu por trás do Clube dos Fumicultores, quando uma guarnição da Força Nacional o abordou solicitando que ele descesse da moto, como houve demora de sua parte ao atendimento da ordem policial, ele foi tirado do veículo, segurado por dois policiais, enquanto outro militar aplicou uma gravata.
De acordo com o médico, ele foi algemado e colocado em uma viatura e conduzido até a Central de Polícia, onde foi lavrado o Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO) por desacato às autoridades policiais. Segundo o médico, ao tentar se soltar dos policiais, foi ameaçado de morte. “Só não te apago agora, porque tem muita gente olhando”, disse um dos policiais.
Durante a abordagem, o médico disse que por diversas vezes tentou mostrar os documentos pessoais, porém, foi impedido porque não lhe davam o direito de se defender. Durante o programa, o capitão Celso, comandante da Força Nacional, (Operação Alagoas), afirmou não ser orientação da FN usar de violência contra qualquer cidadão e que os fatos serão apurados.
Ainda segundo o capitão Celso, o trabalho da Força Nacional tem sido combater a violência em Arapiraca e que as abordagens vão continuar. “Quando pedimos para um cidadão colocar as mãos sobre a cabeça, estamos em primeiro lugar resguardando a integridade física dos policiais, evitando que haja uma reação por parte do cidadão que está sendo abordado”, garantiu o capitão.
Visivelmente irritado, o médico chegou a afirmar que nunca foi tão agredido em sua vida ao longo dos 51 anos de idade. “Não quero aqui me prevalecer na condição de ser médico e querer um tratamento diferenciado na hora da abordagem, mas ser tratado como cidadão”, desabafou o médico Jonathan, garantindo que vai procurar todos os órgãos de defesa do cidadão para formalizar a queixa contra o que ele considerou de violação dos direitos humanos.