Acusada de matar tio alega inocência e diz que ancião sabia da venda de terreno


Presa acusada de participar do assassinato do ancião Laurenço Quirino da Costa, de 79 anos - encontrado morto em sua residência na madrugada da última terça-feira (17), na zona rural de Arapiraca -, Josefa Suzete Anselmo da Silva alegou inocência e informou que a venda do terreno a um advogado era de conhecimento do tio.
Josefa é a principal suspeita na morte do aposentado. Os levantamentos policiais apontam que Laurenço foi morto com pauladas em seu quarto. As investigações apontam que o crime pode ter relação com a suposta venda de um terreno sem a permissão do ancião, a um advogado de Arapiraca. Josefa teria, segundo os levantamentos policiais, vendido três tarefas de terra a esse suposto advogado por apenas R$ 10 mil, quantia que não corresponde ao valor de mercado. Como teria que colher a assinatura de Laurenço, a polícia suspeita que Josefa tenha premeditado a morte do tio para facilitar a negociação.
Em entrevista, Josefa disse acreditar que o crime tenha sido motivado pela venda do terreno, mas alega não ter envolvimento com o crime. Ela acredita que o algoz sabia da negociação e queria roubar o dinheiro da venda do terreno. "Eu sabia da questão da venda do terreno e acho que foi por isso, por causa do dinheiro dele, que fizeram isso com ele", relatou Suzete.
A sobrinha afirmou ainda que o próprio tio teria negociado a venda do terreno e que não teria participado da transação.
De acordo com o chefe de operações da Delegacia Regional de Arapiraca, Marcondes Souza, as investigações apontam para os indícios que levam à participação de Josefa na morte do tio. Entre os indícios apontados está o fato de que não há sinais de arrombamento na casa onde o ancião morava com a sobrinha. A polícia investiga se outra pessoa teria também participado do crime.
“A casa não foi revirada. O tio dela [Josefa] foi morto na cama, como se estivesse dormindo na hora do ocorrido. Agora nós estamos vendo se existe mais alguém envolvido no crime. Queremos saber se foi a Josefa que executou o crime ou se outra pessoa o fez. É isso que estamos investigando", disse o chefe, ressaltando que a acusada se contradiz em vários momentos do depoimento.