Barreiros e o difícil caminho da reconstrução após enchente


Dois anos depois da enchente que afetou 68 municípios pernambucanos, a nossa reportagem retornou a Barreiros, na Mata Sul, uma das cidades mais prejudicadas pela cheia de junho de 2010. Das quatro mil casas prometidas, menos de 500 foram entregues. Nenhuma das cinco pontes destruídas pelo Rio Una foi reconstruída e ainda há crianças estudando em galpões improvisados porque as escolas não foram recuperadas.
As principais ruas do município foram recuperadas e o comércio conseguiu se recompor. Já os bairros mais afastados permanecem com dificuldade de acesso pela ausência das pontes, arrastadas pelo Rio Una, em 2010.
A professora Célia Lima lembra diariamente da segunda quinzena de junho de 2010. Moradora do distrito de Baeté, ela precisa pegar um barco para chegar ao Centro de Barreiros. “A partir da cheia, a vida de todo mundo aqui piorou. Primeiro ficamos totalmente isolados. Depois colocaram essas balsas, mas temos dificuldade para tudo. Desde abastecimento até o socorro de uma pessoa doente durante a noite, por exemplo”, lamentou a professora.