Conforme levantamento, de janeiro a maio deste ano, chegou ao conhecimento da polícia mais de 150 ocorrências, ou seja, cerca de 30 ligações por mês foram registradas como falsas ocorrências ou trotes.
Segundo José Edson, a maneira como os golpistas realizam o crime é sempre a mesma. “É um golpe que não se sofisticou muito com o tempo. Normalmente ligam a cobrar, informando que algum parente da vítima foi sequestrado, e colocam a falsa vítima na linha que começa a chorar e a implorar por socorro, solicitando para que se faça o pagamento de uma quantia em dinheiro para o resgate”, esclareceu.
Outro ponto é que geralmente a vítima se entrega sem notar. Ao ouvir a voz do suposto familiar capturado, acabam revelando o nome do mesmo. Então atitudes simples, como perguntar para a voz do outro lado da linha “qual o seu nome?”, “quem está falando?” podem desmascarar o golpe.
“Além disso, são ligações longas, o que as difere de contatos reais feitos por sequestradores – que segundo estatísticas, duram menos de um minuto em 90% dos casos”, disse José Edson, acrescentando ainda que as ligações são sempre provenientes de números privados ou a cobrar.
Na eventualidade de receber uma ligação dessas, o melhor é desligar e procurar à pessoa supostamente sequestrada. E não deixar de informar a polícia caso possua o número de origem da chamada; um número de conta na qual seria feito o depósito do resgate ou até mesmo o número do chip para o qual seriam colocados créditos. Assim a polícia pode identificar o criminoso. Quem tiver informações pode ligar para o disque denúncia: 0800-284-9390 ou 181. O anonimato é garantido.
Algumas dicas práticas também estão sendo difundidas por policias que investigam este tipo de crime, como: O uso de senhas em aparelho celular, que dificultam o acesso a agenda, em perdas e roubos; A necessidade de orientar idosos, crianças e empregados a não prolongar conversas telefônicas com desconhecidos; Desconfiar de ligações de cadastro seja elas do banco, da operadora, ou qualquer outra prestadora de serviço.