Apesar dos rumores de crime político, a polícia ainda não tem definição sobre a autoria material e intelectual da morte do pré-candidato a vereador Milton Queiroz Melo Junior, 58, conhecido como Júnior da Eletrobrás, em Santana do Ipanema, dia 21. Segundo o delegado responsável pelo caso, Manoel Wanderley, o serviço de inteligência da polícia civil está fazendo levantamentos que podem ajudar a esclarecer o crime nos próximos dias.Júnior da Eletrobrás foi executado a tiros em uma chácara localizada na BR 316, próximo ao povoado Areia Branca, em Santana do Ipanema, no sertão de Alagoas. Inicialmente foi levantada a hipótese de crime político, mas conforme informou o delegado ao Primeira Edição esta linha está praticamente descartada.“A hipótese de crime político é muito remota, disse Wanderley acrescentando que não acredita que o fato de Milton ser pré-candidato a vereador tenha motivado a execução. Ainda de acordo com Wanderley, as investigações seguem outras duas linhas muitos fortes, uma delas a de crime passional”, revelou.Sem querer dar detalhes para não atrapalhar as investigações, o delegado adiantou que familiares foram ouvidos e outras quatro pessoas que testemunharam a execução. Na semana que vem outros fatos podem contribuir para que o assassinato seja desvendado, afirmou o delegado Manoel Wanderley. Júnior da Eletrobrás havia anunciado que seria candidato à Câmara Municipal pelo PSDC. Conforme os primeiros levantamentos, a vítima chegou à chácara em seu veículo, um carro Vectra de cor branca e placa HZV 7727 por volta do meio-dia. Milton teria sido abordado por um homem que desceu de um Golf de cor cinza, placa não anotada, que chamou a vítima pelo nome. O acusado atirou e fugiu em seguida.