Delegado Haroldo Lucca é indiciado por peculato e formação de quadrilha


A delegada Ana Luiza Nogueira, que preside o inquérito sobre o furto dos cheques da Operação Espectro, indiciou por formação de quadrilha e peculato o delegado Haroldo Lucca.O inquérito já foi enviado para a 17ª Vara Criminal, que analisa se vai decretar a prisão preventiva de Lucca. Sua prisão provisória, decretada na semana passada, expira nesta quinta-feira (3).O corretor Marcos Gomes Pontes de Miranda, com quem o delegado negociou a compra de um imóvel, também foi indiciado pelos dois crimes. O comerciante Márcio Magalhães e o autônomo Cássio Felipe Moura, que também foram presos junto com Lucca, vão responder por formação de quadrilha.O delegado presidia as investigações da Operação Espectro, que apura fraude na compra de alimentos da Segurança Pública, e foi afastado das investigações no dia 23 de abril e preso no dia seguinte.Haroldo Lucca, que era chefe da Delegacia de Combate aos Crimes contra Ordem Tributária e Administração Pública (Decotap), negou saber o que havia acontecido.Uma perícia do Instituto de Criminalística (IC) identificou que o pacote contendo cerca de R$ 4,25 milhões em cheques apreendidos estava com os lacres violados. O delegado descontou R$ 20 mil.Nesta terça-feira (1), um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de Haroldo Lucca foi negado liminarmente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJ/AL), desembargador Sebastião Costa Filho.Ao apresentar o habeas corpus, a defesa havia alegado que não seria da competência da 17ª Vara decretar a ordem de prisão do acusado, uma vez que, para eles, não se trataria de crime organizado. Defendeu ainda que não haveria necessidade de mantê-lo preso.Mas, para o magistrado, “o processo é deveras complexo e envolve acusações das mais sérias, as quais imputam o Paciente – ocupante de cargo responsável pela manutenção da ordem e combate das organizações criminosas – em um esquema organizacional de crimes contra a administração da Justiça”, argumentou o desembargador-presidente.