Uma operação conjunta do Comando de Operações Especiais da Polícia Militar e
policiais da 9ª Delegacia Metropolitana de Aracaju (SE), coordenada pelo
delegado Alessandro Vieira, com o apoio da Divisão de Inteligência e
Planejamento Policial, realizada na madrugada de ontem (14) na
cidade de Japoatã (SE), a 94 km da capital, culminou na morte de três suspeitos
de integrarem uma quadrilha especializada em assaltos que atuava no estado e
também na região Sul de Alagoas.
Segundo a polícia, cinco
integrantes foram localizados em uma rodovia estadual nas proximidades de
Japoatã e ao perceberem a presença dos policiais iniciaram uma intensa troca de
tiros. Os três suspeitos baleados chegaram a ser socorridos e encaminhados ao
Hospital Regional de Neópolis (SE), mas não resistiram aos ferimentos e
morreram. Outros dois homens que estavam em uma motocicleta, conseguiram
fugir.
Ainda de acordo com
informações preliminares, quatro armas de fogo foram apreendidas durante a
operação. A operação deve prosseguir durante a manhã desta quarta, já que a
polícia irá trabalhar na identificação dos corpos.
Os suspeitos estavam sendo
investigados pela polícia sergipana por envolvimento no latrocínio ocorrido no
dia 1 de março, em um estabelecimento comercial localizado no Bairro Santa Maria, Zona Sul de
Aracaju, onde um policial militar que prestava serviço como segurança particular
foi morto a tiros. No dia do crime, um vendedor ambulante que estava na frente
da loja de material de construção também foi baleado, mas sobreviveu. O revólver
do policial militar foi levado pelos assaltantes.
No dia 8 deste mês, uma
mulher suspeita de participação na morte do policial militar foi presa. Segundo
o delegado Alessandro Vieira, ela foi a responsável por acompanhar toda a
movimentação no estabelecimento em que o policial fazia a segurança, para então informar ao grupo o melhor momento para
concretizar o assalto. O companheiro da suspeita, que seria o líder da
quadrilha, reagiu à abordagem policial e foi morto durante a troca de
tiros.
As investigações seguiram já que
outros três homens estavam foragidos. De acordo com o assessor de comunicação da
Secretaria da Segurança Pública de Sergipe, Lucas Rosário, o grupo agia com
bastante violência durante os assaltos. “Essa era a principal característica dos
integrantes que agiam principalmente em municípios da região do Baixo São
Francisco e Sul de Alagoas, pois o líder do grupo, morto na primeira fase de
investigações, era natural do estado